quinta-feira, 28 de julho de 2011

A vontade

Quando você segue essa pessoa, a vontade de falar aumenta, mas não consegue, pois seu racional te impede. E acaba se surtando quando essa pessoa não para de aparecer na sua frente tempo todo.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Preciso te esquecer

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana


No meio de tarefas intermináveis, o menino encontra-se estressado, pegou um casaco grosso, cachecol e touca para dar uma volta no campus. Estava gelada a noite, ventando muito. Ele nem ligou o tempo assim, ficou caminhando feito um bobo pensando o que seria de amanhã.
No meio do caminho, parou na frente do bloco 14, entrou subindo ao terceiro andar e bateu a porta. Abriu a porta, estava o rapaz bem alto vestindo as roupas de forma desajeitada. Perguntou ao menino o que precisa. Respondeu que precisava de uma viagem.

Saiu com um saquinho no bolso de casaco.

A lâmpada da cozinha não parava de piscar, estava prestes a queimar daqui a pouco. Começou a acender um baseado que tinha tentado fazer de forma correta inúmeras vezes. Depois das tragadas, o estresse tinha saído embora e começou a rir alto e chorando ao mesmo.

De repente a lâmpada da cozinha apagou, agora está queimada, teve que ir no corredor sómbrio e gelado, tropecando nas coisas deixadas no chão. Seu corpo está começando a perder equilíbrio, caiu na frente da porta do seu quarto. Levantou-se e deparou os adesivos colados na porta do seu quarto, estavam anotados pelos seus amigos. Um dos demais adesivos que foi primeiro a ser visto pelo menino. Estava escrito assim: Save the panda (de boa).
Era um adesivo escrito pelo uma pessoa que o menino tinha relacionado por um mês e começou a dizer:
- Obrigado pela tanta dor de cabeça depois de ter passado assim... Queria te esquecer, mas não consigo. Confesso que ainda penso de você. Bem... Gostaria que você me procurasse para conversar, parece que você está cada vez mais distante de mim.

Percebeu-se que está falando com a porta sozinho, sentou no chão empoeirado do corredor e começou a sentir que sua cabeça está sendo martelando. Não conseguiu mais o que pensar. Seus olhos começam a se molhar. Por que eu mereço assim?
E começou a chorar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A vida segue


Eu nunca pensei
que pudesse ser pra sempre
que pudesse ser tão forte.
Eu estava certo
que sabia aonde ia
até chegar num ponto
Sob uma luz ofuscante
onde uma verdade
desapareceu.

Mas ninguém tem culpa
Isto é só um outro dia
Diferente dos outros
Igual a outro dia qualquer.

Nós somos tão jovens
Nós corremos os riscos,
Não precisamos de nada
Não existimos
pra ninguém.

Mas ninguém tem culpa
Isto é só um outro dia
Diferente dos outros
Igual a outro dia qualquer.

Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e as horas passam.
Os dias são tão curtos,

as estradas são tão longas

e as horas passam.

Os dias são tão curtos,

as estradas são tão longas

e o tempo passa.

Culpa - Nenhum de Nós

- Você acha que pegou AIDS de mim? - perguntou o companheiro chorando, nervoso.
- Acho que sim, mas não temos certeza. Então temos que fazer exame.
- Posso ir embora?
Suspirei dizendo que pode. Saiu chorando a mais.
E começou a chover na noite triste.

Dia seguinte, tive que tirar fotos para a revista laboratorial do meu curso. Estava chovendo forte. Parei para dar uma pausa. Acendi um cigarro, soltei umas baforadas e fiquei observando a fileira de plátanos.

Completamos um mês e alguns dias. Tudo é incerto. Por que as coisas tinham de acontecer assim inesperadamente?

De repente, senti sangue escorrendo dentro das calças e berrei da dor, chorando. Enquanto as folhas avermelhadas de plátano voam ao sabor de vento gelado e forte.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Paixão em choque


Além de te conhecer aos poucos,
você sente atraído pelo mistério
que o amor esconde.
É como estar voando alto,
mais alto
depois de apreciar o sabor doce
que essa sensação rara te dá.

De repente começa o temor...
Você está pronto para namorar?
Está com medo de machucar emocionalmente tua pessoa querida?
Vai arriscar?

É necessário autorizar a pessoa íntima
entrar na tua vida temendo
que descubra os teus segredos doloridos,
berrantes e chocantes?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Return

É possível estar curado, ou seja, livre de transtorno alimentar por um bom tempo?

Reunido com amigos na praça de alimentação do shopping, estava divertindo muito com as piadas. Sentiu um aperto no coração, começou a parar de rir quando viu uma menina de vestido xadrez de cor vermelha ficou o observando parada no meio da multidão. A menina não mexeu nenhum músculo. O rapaz percebeu, olhando na mesa o que havia consumido: macarronada, milk-shake, porção de fritas e uma garrafa média de refrigerante. Mãos tremendo, suor gelado e coração acelerado. A menina apontou na direção ao banheiro, o rapaz levantou sem avisar aos amigos e foi andar rápido. Já no banheiro, bem vazio, porém, cheio de espelhos que começou a atormentar o rapaz: teu corpo ficou tão grande até o ponto de causar nojo de si mesmo. Teus olhos começam a ficar com água. Foi fechar a porta de vidro embaçado e se ajoelhou no piso gélido. Saiu tudo sem nenhuma dificuldade. Observou o resto impuro no vaso sanitário. Levantou, fez descarga e foi limpar as mãos e a boca. De repente, o menino entrou, notou rosto do rapaz como se tivesse algo errado e apontou nariz. O rapaz virou para ver no espelho e ficou perplexado. Não acreditou vendo: tinha muito sangue saindo do nariz. A menina reapareceu sorrindo. A iluminação ofuscante do banheiro começou a diminuir até ficar em escuridão. O rapaz havia acabado de desmaiar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Day 3 - Your parents

Mãe,

Eu nunca escrevi algo para você ler, já pensei em fazer, mas não tive coragem e tinha medo de que você não me compreender. Agora lá vem a carta que você está prestes a ler...

Mãe, não quero que você sinta culpada por não ter sentido preparada para aceitar o primeiro e único filho, porém, deficiente. Lembro muito bem quando você sempre me levava nas consultas com a fonoaudióloga na capital com muita frequência, lá onde eu recebi os aparelhos auditivos que sempre odiei de usar. Quando eu recuso de colocar essas coisas, você me pressiona só porque quer que eu escute tua voz em vez de comunicar de sinais. Eu sempre imaginava assim nas noites antes de me deitar, pedir a você contar contos de fadas em língua de sinais, mas isso nunca aconteceu nem vai acontecer, você prefere pronunciar as histórias e eu sempre acabo dormindo de tédio, sem entender nada. Foi o meu desejo da infância não realizado.

Você tornou-me uma criança mais mimada, sempre ganhei os presentes mais do que devia e sempre recebia muita atenção tua, temendo que eu sofra de acidente até preconceito. Mas posso dizer que a minha infância foi boa, mesmo que fui uma criança tola achando que tudo é fácil, é porque você sempre me protege de forma exagerada. Por isso, tornei um adolescente rebelde que você nem desejaria assim.

Nosso relacionamento piorou muito quando entrei na fase de puberdade, sempre sentia um asco de você, só porque não comunicamos muito bem e no final das nossas conversas sempre terminam em brigas que prolongam em dias, meses até anos. Ninguém acredita como nós convivemos assim, pois é. Sempre quis fugir da casa para que eu possa viver sossegado, mas não foi possível, porque sentia mal preparado em ter a independência. Várias vezes você me chamou de irresponsável, infantil, idiota, rebelde e disse uma vez noutro dia - o pior das coisas – que eu não devia ter nascido, isso me deixou abalado, acho que foi naquele dia que fugi da casa pela primeira vez.

Nas semanas de crises, você me notou que sempre ando bem estranho. E me levou para posto de saúde do bairro e depois nas consultas com os psicólogos, você ficou arrasada ao saber que fui diagnosticado com depressão e transtorno alimentar. Não, não pode ser! Não me digam que estão falando sério mesmo? – você disse aos médicos e psicólogos. Isso te abalou, com certeza. Sim, eu tenho transtorno alimentar. Você não percebeu que estou sofrendo desde criança, você sempre me dava mimos como lanches, porcarias e tais, por isso engordei demais. Você nem percebeu que eu sempre fazia exercícios exagerados, comendo as refeições pela metade até privar aos poucos. Não sabe que fui zoado por ser mais gordo da escola. Não sabe que eu dei lanches da casa aos meus colegas nos intervalos da escola, quando eu voltava na casa, você me perguntou se eu gostei do lanche e eu respondi, mentindo, que estava uma delícia. Isso durou até ensino médio. Um jovem gordo, infeliz e babaca ou o magro, esforçado e sempre tenta a sorrir, qual você queria para seu filho seja assim?

Lembro quando eu tinha 16 anos, você ficou histérica, na sala de consulta do posto de saúde, quando o médico falou que eu estava pesando com apenas 38 quilos, resultado da gastrite nervosa que a bulimia causou. Pude ver você chorando alto, sendo consolada pelo médico. Dava para ver que você sente culpada pelo tudo o que aconteceu comigo. No ano passado, você redescobriu, depois de mexer meus diários, que voltei a purgar até a privar a comida, pensou que eu tinha sido curado. Mas não fui curado, mesmo. E começou a dizer que fui influenciado pela internet e algumas barbaridades que me deixaram chateado, eu tentei te dizer que não fui influenciado pela internet, sim por motivos óbvios em que passei desde criança. Mas você não percebeu, parece que você mudou muito. Está tornando a ser mais fechada... Uma vez você me perguntou se estou namorando alguma guria. Eu fiquei sem graça com sua pergunta assim. Eu estava no “armário”, então decidi a revelar pra ti, achei que era ótima hora pra contar, mas fui enganado. Você não gostou e começou a falar que fui influenciado na escola por causa das provocações dos colegas, que estou com problemas de cabeça e me implorou que eu namorasse as meninas. Você prefere fingir que não sou gay e nunca mais fez as perguntas sobre o que estou saindo com alguém. Confesso que eu tenho vontade de contar sobre minhas paixões de forma natural. Então, continuo e continuarei a não falar para você sobre os homens que conheci.

Mãe, você não é perfeita nem a melhor do mundo. Mas conseguiu fazer o filho crescer até tornar o jovem de 22 anos. Posso agradecer pelo tudo o que você fez comigo, mesmo errou várias vezes – eu também erro. Enfim, você devia estar orgulhosa por ter filho que estuda na universidade federal e prestes a ter bolsa para ter próprio sustento, só queria que você me dar parabéns para que eu possa sorrir um pouco mais depois de tudo o que passamos.

Obrigado! Não posso dizer que eu te amo, pois não sinto nenhum amor por ti como a mãe, desculpe-me.
Um beijo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O outro lado da Barcelona

Estava enchendo o copo de coca zero na cozinha bagunçada. De repente, entrou um rapaz pelado procurando, encontrou-o, e perguntou se estava bem. Ele sorriu de forma desajeitada e respondeu que estava tudo bem sim, na verdade não estava tudo bem: estava enjoado, dor de cabeça infernal e confuso. E estava pelado, tomando um copo de coca zero.
Tinha acabado de levantar na cama em que as três dormiram: ele, rapaz e a esposa dele. O casal completara um ano de relação.

Fizeram o sexo.

Esse episódio que ele nem esperava assim, se sentia culpado por ter aceitado a ideia de um rapaz (e a esposa dele aceitou a ideia) para experimentar a forma diferente. Mesmo não acreditando que acabou de fazer isso com seus melhores amigos.

Colocou o copo, vazio, na pia cheia de copos usados e garrafas vazias de martini, vodka e uísque que causaram vômitos dele na beira da cama. O rapaz falou, sorrindo, que a nossa noite foi mais maluca que já tinham feito. E ele sorriu mais uma vez, envergonhado.

Fechou os olhos, torcendo que não repetirá, enquanto fumando, mesmo não sabendo se vai acontecer novamente ou não...




Oposto: dois homens e uma mulher.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010






É que estou fazendo assim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Day 2 - Your Crush

F*,

Enquanto eu estava apreciando o ambiente escuro do DCE lotado da gente dançando diante das vibrações do rock, você surgiu do nada. Me atraiu, mas esperei para ver se dá ou não.
Você aproximou para mim, meu coração começou a bater forte. Você começou a cochichar no meu ouvido, eu pedi desculpas por não poder escutar por ser surdo. Você percebeu e tentou sinalizar. Fiquei vermelho de tanto timidez, mas aceitei.
Teu jeito desajeitado, suas roupas típicas de nerd, seus óculos e a barba rala não me impediram a te atrair, ainda mais que seu beijo me deixou tão bobo. Sério!

Depois do beijo demorado, fiquei chateado quando você teve que sair. Gostaria de continuar conversando contigo, mas tudo bem. Tinha perdido sono quando voltei na casa, foram 42 horas sem dormir. Nem sabia que a paixão causa insônia.

Combinamos para encontrar novamente. Nossa! Foram bons encontros... tomamos café, trocamos livros, discutimos sobre os filmes. E claro, nossas noites quentes.
Adorei quando você faz poesias instantâneas para me animar, não sei como você consegue me deixar tão vivo. Até parecia que minha vida melhorou muito depois de conhecer você.

Gostei muito quando você me pediu a ensinar língua de sinais para comunicarmos. Ainda lembro a primeira frase em sinais que eu te ensinei foi "Eu te adoro, meu poeta".

No dia nublado e abafado, resolvi fazer uma visita-surpresa na tua casa. Percebi que cheguei na hora errada, você tentou dizer que está tudo bem. Minutos depois, você chorou e eu te abracei. Desabafou algo que me deixou preocupado, eu queria teu bem e tinha dito que vai conseguir livrar daquele ferimento que te deixou machucado.
Depois do nosso último encontro, não consegui segurar o choro.

Meses depois, fiquei surpreso depois de te ver na outra balada. Mas você não me viu, tive que observar escondido. Você não estava divertindo e eu estava bêbado. Senti a dor no meu peito, e tive que chorar escondido no banheiro fedido.

Última vez, também na balada, finalmente, demos oi depois de um longo tempo. Abraçamos forte. Você sorriu de forma desajeitada, e eu dei um sorriso como se fosse não tinha feito nada. Mas não conversamos. Fiquei chateado, sabe.

Meus amigos falam que eu devo esquecer de você. Algumas vezes ainda lembro de ti enquanto observo um livro biográfico de Machado de Assis, que você tinha me dado no encontro, no estante. Tuas poesias e frases do teu poeta favorito Caio Fernando nos depoimentos que você tinha me enviado, tive que salvar nos documentos para poder ler em alguma hora.

Estudamos nos prédios vizinhos, sei que vamos continuar esbarrando em algum lugar da universidade enquanto observo que como você está emagrecendo devido aos antidepressivos. E algumas vezes passo na frente da tua casa, tomando um destilado, com a esperança de ter uma conversa contigo. Não quero que você me veja como um problemático, por favor. Só que estou, perdidamente, apaixonado por ti.

Ah! Fiz um desenhos sobre nós há muito tempo. Saiu meio tosco. Ficou guardado na minha mochila até agora!




Não imagina quanta dor que eu sinto enquanto escrevendo a carta aqui. E com vontade danada de chorar. Não sei se vamos reatar ou não...

Ainda te gosto e te adoro!

Um abração forte e beijos,
G*

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tentei sorrir, mas não consegui


Fico observando, sem entender nada, nas palestras do congresso internacional, enquanto fico pensando o que vai ser de amanhã. Mesmo querendo estar longe da comida, gorduras e tais. Mas sempre acaba em ficar com os amigos para sentir uma ótima integração através da merda da comida.

Florianópolis guarda os acontecimentos ótimos e piores. Me fez sentir mudado como se fosse tivesse acontecido algo inesperado comigo, sei lá.
Me diverti muito diante dos participantes estrangeiros na festa chique, enquanto gasta horrores com as bebidas importadas sem ter nenhuma preocupação em contar as calorias, vendo gente divertindo, enquanto tenta tirar as fotos sobre as pessoas desconhecidas para perder a timidez.

Me sentia bem estrangeiro, até que rendeu as perguntas das outras pessoas se eu moro em algum ótimo país que não seja a merda do Brasil.

Eu queria sorrir, mas meu sorriso saiu mal-feito. Queria estar feliz, mas minha infelicidade ainda está presente. Queria estar magro, mas não estou satiseito. Queria ser esforçado, mas a merda da procastinação ainda me atrapalha.

Meu mundo desabou quando uma pessoa me perguntou: - Algumas vezes eu fiquei te observando como você come muito de forma rápida e ainda continua magro. Me desculpe pela ofensa, você vomita?

Eu não vomito faz um ano. Eu devia estar feliz com isso, mas os ponteiros da balança continuam aumentando.

Pois é, Florianópolis reservou um lugar para eu chorar e para sentir a maresia sozinho.

Eu devia desabafar melhor, mas sempre saí confuso. Tudo a graças de um cérebro confuso.