terça-feira, 11 de agosto de 2009

Are you happy with that?

Eu preciso morrer, mover, mudar
parar de enxergar para ver,
Sorrir sem palavras, sem me preocupar
Porque as vezes você precisa escolher
Entre perder e esquecer sem jamais lutar!
Não sei quanto tempo passou
Desde que esqueci de passar
Tão perto de um lugar qualquer...
Eu queria me fechar, mudar e voltar a ser tão normal
E não ser
o que eu penso ser... o que eu acho
que sou
Meus pensamentos,
os julgamentos que eu finjo não notar
o que é mais certo?
O silêncio pode mostrar que eu me importo
Fugir pode me calar...
...
Talvez eu deva viajar, mudar o rumo...
talvez não ter onde ficar,
talvez no escuro...
Talvez não encontrar
um outro rumo...
Talvez a estrada não tenha fim,
talvez o fim seja viajar
em outras águas que ninguém navegou
e talvez nunca chegar
em lugar nenhum
ou em qualquer lugar...
salvar-me...

***

Estava num lugar bem movimentado e alegre, esperando um ônibus chegar na parada. Um táxi parou no meu lado, a porta abriu e era a tia. Chamou-me para entrar. Então entrei.
Por bom tempo, reconheci uma avenida, comecei a desesperar.
Era o endereço do hospital onde tem ala para transtornos alimentares.
Quase causei o acidente tentando fazer táxi parar, mas paramos na frente de emergência do hospital.
Comecei a ficar nervoso demais.
A tia saiu, pedindo que eu saia do táxi. Eu recusei inúmeras vezes, tentando segurar o banco. Mas ela chamou enfermeiros. Um bando dos enfermeiros!
Os enfermeiros me carregaram. Me debatei para sair dos braços, mas sem sucesso. Entramos nos corredores do hospital.
Podia ver os rostos das pessoas, que estão esperando no corredor da visita, assustados nos observado.

Acordei, percebi que era um pesadelo e fiquei tranquilo.

Mas...

Dois dias depois, a tia visitou de surpresa.

***

Depois de uma semana com a tia na minha casa. O que ganhei? Inúmeras perguntas feitas pela minha tia sobre alimentação e tais, que resultou umas belas discussões nos almoços e jantares.

Algum dia a mãe perguntou-me se tenho papel de encaminhamento. Eu respondi que não é pra sua conta. Ela me pressionou, então dei pra ela. Depois de ela ler, ficou feliz e tentou me abraçar. Eu falei que não quero saber de abraços. Um garoto indelicado, claro.

***

Os pensamentos anoréxicos me consomem para caramba e muita comida hipercalórica! Resolvi vencer o medo temporário da balança, depois de umas "décadas" sem pesar.

Pesei, vi no visor e não acreditei.

50,2kg! Perdi 3 quilos comendo.

***

Uma garota com transtorno alimentar em que converso no msn fez-me refletir com uma frase que ela sempre fala:
- Quando como, sinto culpa e quando não como, também sinto culpa.

Afinal: todo anoréxico e bulímico é feliz?

sábado, 1 de agosto de 2009

Unexpected moments

Eu estava no campo verde. De repente, apareceu um vulto aproximando. Me surpreendi vendo um rapaz que era eu, de aparência bem esquelética. Ele falou que podemos sentar para conversar. Falei pra ele que está bonito de ossos. Ele agradeceu, porém, de cara bem estranha. Ele falou que estou ótimo com 53 quilos. Perguntei pelo peso seu. Ele respondeu 40 quilos. Fiquei surpreso. Ele adverteu que devo pensar bem antes de chegar em meta final. Eu ia falar umas coisas, mas senti alguém me cutucando. O "eu" deu tchau, de olhos molhados. E acordei.

O passarinho verde apareceu no muro da casa, fraco.

Recebi uma mensagem da amiga da minha tia dizendo que fui aceito para fazer curso/estágio em FIERGS. No momento, eu estava na tabacaria do shopping. Me deu uma vontade, passei na sorvetearia e pedi um milk-shake de chocolate. Tomei todinho em poucos minutos. Meu estômago doeu demais. Dei uma passada na biblioteca municipal. Quando eu estava lendo o jornal, comecei a sentir taquicardia, ondas de calor e tremendo demais. Ataque de pânico por causa de milk-shake. Apressi caminhando para o banheiro. Miei. A dor de cabeça começou. O NF durou só 14 horas.

O passarinho verde cantarolando feliz depois de ser adotado por uma família.

No meio da noite gelada, voltei da reunião de associação. Notei o ambiente estranho na minha casa, vendo a mãe telefonando de jeito diferente. E entrei na cozinha, avistei duas agendas minhas na mesa de cozinha. O pai, sentado ao lado de fogão à lenha, me chamou. Meus pais re-descobriram do meu transtorno alimentar.

O passarinho verde começou a debater agressivamente.

Meus pais me levaram para restaurante e eu discordiando de cara furiosa. Coloquei pequenas porções no prato em fila de buffet. Quando ia colocar prato na balança. Meus pais viram meu prato assim e me forçaram que eu coloca mais. Eu dei palavredos. O atendente me observou sem jeito.

O passarinho verde ficou iludidado.

Fui consultar com a minha psicólogica, contando o que aconteceu na casa. Até falei que estou tendo compulsões. Ela perguntou-me que forço a vomitar, respondi de vez em quando. Disse que meu transtorno alimentar é bem complexo. Rindo mentalmente. Ela disse que vai chamar psiquiatra e nutricionista para continuar o tratamento. Psiquiatra?! É que preciso muito dele! Mas, lembrei do curso/estágio em capital. Avisei-la que não vai dar, ela perguntou pelo porquê. Expliquei que fui aceito pra fazer lá. Ela ficou feliz, dizendo que é bom pra mim. Escreveu um encaminhamento para que eu possa continuar tratamento em capital.

Almoços briguentos. Sem controle sobre as compulsões. Crises depressivas tempo todo. Pensando em emagrecer sem parar. O que mais me surpreende é que havia perdido 2 quilos.

O passarinho verde morreu.

O FIERGS ligou dizendo que meu curso/estágio foi adiado para mais tarde por causa de Gripe A. Eu estava prestes a me mudar hoje. ODEIO TUDO ISSO!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Voltei

Acordei, vi o visor de celular. Eram 8:55. Puta que pariu! Tenho que me preparar para sair.

Tomei um bom banho, porém, bem rápido, arrumei-me e saí sem tomar desjejum. 9:20

Durante o caminho, comprei maço Vogue. Suspirei entre baforadas depois de quase um mês sem fumar. 9:45

Entrei no CAPs bem na hora. 9:55

A psicóloga me chamou para entrarmos na sala. 10 horas

Ela perguntou-me o que fiz algo de bom em Porto Alegre durante 3 semanas. Respondi que fiz curso de fotografia. Blá-blá...

E perguntou a mais o que eu tenho planos para seguir ao futuro. Comecei a pensar, pensar, pensar que nem uma mula! Eu fiz uma carinha de ironia e respondi: emagrecer! Respondi que peso de 53 e pretendo chegar aos 45 quilos.

Ela ficou chateada quando eu disse isso e olhou -me para ver se estou magro mesmo. E disse que estou magro demais. Sei, porra! Pensei.

Mas, mudando de assunto, falei que estou aguardando a resposta de FIERGS sobre o curso de auxiliar administrativo em capital. Se der sim, vou ter que morar lá por 5 meses. Ela se alegrou e disse que tá torcendo.

Deu uma certa preocupação: alimentação lá. Como a minha tia não sabe cozinhar, só compra comida pronta e guloseimas. Ela disse que não devo preocupar e falou ainda que posso pedir uma educação alimentar.

Ainda mais dizendo que estamos trabalhando, a partir de agora, para que eu possa fortalecer bem estar mental e físico a mais.

Eu ia contar sobre sonho, mas o tempo acabou. Devia contar isso no começo, mas falei de outro assunto. Covarde! (Explicarei melhor na próxima postagem.)

Saí de CAPs, acendi um cigarro e comecei a sorrir.

Estou no meio caminho alcançado, enfim.

E passei na padaria, pedi um café puro e comecei a sentir estômago roncando. Sorri mentalmente. Estou em NF...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sobrevivendo em capital

Depois de passar longe do meu blog, então tive a oportunidade de postar...
No primeiro dia em que cheguei na capital, depois de sair do shopping onde a amiga da minha tia trabalha, eu estava prestes a caminhar para curso. De repente, fui abordado por meninos, não entendia do que eles estavam dizendo, mas deu pra perceber que é uma tentativa de assalto. Eles queriam roubar da mochila, resolvi a correr. Tive que atravessar na avenida movimentada mesmo driblando carros passando pelas 4 vezes. Olhei atrás e percebi mais duas pessoas foram agrupadas. Comecei a desperar. Minhas pernas estavam doendo, mas não querem parar. Corri para outra direção, olhei atrás e percebi que eles haviam desistindo. Continuei correndo até prédio do curso. Fiquei de boca seca e coração batendo rápido demais.
Um ataque de fobia social inesperado.
Durante a primeira aula do curso, eu comecei a ficar bem tranquilo até como fosse não tivesse acontecido. E voltei de táxi por preocupação na noite das 9. As tias não sabem e nem saberão pelo o que aconteceu.
Ao passar do tempo, o curso de fotografia analógica está bem legal, porém, eu e a professora tivemos que dar os bilhetes para entender melhor.
Anteontem, fui na saída de prática para tirar umas fotos. O local da prática era o Mercado Público de Porto Alegre, no começo não foi uma moleza: tirar umas fotos no meio da multidão. Mas, no final, consegui tirar umas 36 poses.
Achei que ia controlar bem a alimentação durante a estadia em capital, me enganei. A tia exagerou: comprou guloseimas demais. Não pude evitar, acabei comendo DEMAIS. Mesmo assim, tenho seguido a alimentação vegetariana com muita força.
Então resolvi a me pesar depois de um longo tempo. Me suspirei depois de ver o peso obtido, ENGORDEI! De 48 para 53 quilos inacreditáveis!
Mesmo ainda jogo a comida do almoço na privada quando fico sozinho em apartamento da tia. A garganta tá ficando cada vez mais irritada. Achei que fosse o efeito causado pela poluição, descobri que é gripe está chegando. Fui vasculhar na gaveta dos remédios, não tinha remédio para gripe, então tomei paracetamol.
Sinceramente, não sei se é bom para mim... Não vejo a hora de voltar ao interior esta semana, porque eu preciso falar umas coisas com a psicologica. Sei que vou emagrecer mesmo tentando lutar contra o transtorno alimentar...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Consulta tensa

Eu estava bem ansioso, hoje era o dia de consulta. Notei minha mãe se arrumando e perguntei onde ela vai sair. Respondeu-me que vai sair comigo para a consulta.

Fiquei azedo.

Então fomos no prédio de CAPS. Aguardamos um pouco e fomos chamados para entrar na sala de psicológa. Ela começou a falar. Pedi desculpas, a mãe começou a falar pra ela que sou surdo. A psicológa ficou surpresa.

Ela tentou falar bem claro para que eu possa ler lábios melhor, mas a mãe atrapalhou. Fiquei calado na maioria do tempo.

Isso piorou a mais... A psicológa falou que estou magro demais. Eu fiz uma pergunta: - Tu acha que sou magro demais? Ela respondeu que sim.

Fiz cara de descaso.

E me perguntou se estou satisfeito com meu corpo. Eu fiquei ruborizado, eu devo responder na frente de mãe?
Então, tive que enrolar. Daí a mãe me olhou bem torto. A psicologa me perguntou quanto tempo que não como carne, pois a mãe falou que fiquei radical ao escolher vegetarianismo, respondi que vai fazer 5 meses. A mãe disse que devo comer carne duas vezes por semana. Eu discordei, começamos a discutir, a psicologa ficou sem jeito.

Hora errada para falar sobre transtorno alimentar na primeira consulta, tudo por causa daquela vaca da mãe.

Continuei calado, fiquei olhando na janela. Quando voltei na realidade depois de mãe me cutucar dizendo que sou igual. Igual de quê, perguntei várias vezes.

Ela começou a chorar. Fiquei sem graça. Clima bem tenso! Preferi não ver naquele momento.

Quando a mãe levantou para sair da sala, a psicologa avisou-me é a hora de conversar entre duas pessoas e foi buscar papéis para escrever.

Então, expliquei porque de estar triste, mas a psicologa me pressionou a falar o motivo principal de estar deprimido. Então, desabafei que eu era uma criança feliz até obesidade chegar. Fiquei gordo de 8 até 13 anos de idade. Ainda mais contei que comecei a emagrecer aos 13 anos.
Ela me perguntou mais uma vez se estou realmente satisfeito com meu corpo. Respondi barriga e peito que não foram ótimos no meu corpo.

Ela me fez outra pergunta se eu fico bem sozinho no meio da aglomeração de gente ouvinte. Eu respondi que sentiria como um peixe fora d'água e sentiria bem comunicando com as pessoas surdas. Ela compreendeu.

A psicologa suspirou, escreveu no papel "anorexia" e me olhou de cara séria. Disse que é a primeira vez conversando com um jovem surdo e anoréxico, e que devo fazer umas decisões e caminhos para eu sentir bem.

Fiquei sem palavras.

Ela avisou que o tempo terminou e falei que a próxima consulta pode ser a partir de dia vinte de julho, pois vou ficar na capital por duas semanas.

A mãe falou que vamos almoçar no restaurante. Eu fiz uma cara de mal-humorado, mas fomos lá. Depois de comer, eu ia levantar para banheiro, mas a mãe se levantou dizendo que vamos embora. Fiquei irritado.

A consulta foi bem tensa. Hoje foi pior dia que já tive!

terça-feira, 30 de junho de 2009

A guerra já começou

Acordei das 5 da manhã de segunda-feira, tomei um café puro no desjejum e fui no posto de saúde sozinho. Esperei na fila de marcação até sete e quarenta e cinco da manhã.

A consulta marcada para oito e meia, voltei na casa e tomei café puro novamente no lanche de manhã.

Voltei para posto de saúde, antes de consultar com médico, a enfermeira me chamou para medir a pressão e peso. Depois de pesar, a enfermeira ficou boquiaberta: 48,1kg. Perdi dois quilos que havia ganhado na semana passada.

Fiquei tão nervoso esperando o médico me chamar. Depois das oito e meia, fui chamado, enfim. Um jovem médico bem alto, porém, bonitinho. Ele começou a falar, pedi desculpas por não entender. Então, escrevi na agenda que trouxei. Dizendo que preciso de um encaminhamento psicológico. Ele me perguntou o porquê.
Quando eu ia escrever a resposta, fomos interrompidos por outra médica, então tive que ser transferido para sala dela. Então, respondi que estou de humor depressivo e tenho ataques de pânico. Mas não falei sobre o transtorno alimentar.

Ela deu um papel de encaminhamento psicológico. Enfim!!! Voltei na casa, aliviado. Dei um passeio para cães. Momento raríssimo.

Minha mãe recebeu a telefonema e falou que posso começar a fazer curso de fotografia na quinta-feira. Ótimo! Vou ficar na capital por duas semanas.

Eu e a mãe fomos no CAP's e mostrei o papel de encaminhamento psicológico. A consulta marcada para quarta-feira [amanhã!].

O tempo de tarde de segunda-feira estava bem quente, úmido e abafado, quando eu fui colocar as roupas no varal. Notei as joaninhas voando ao redor de mim. E pensei:

Isso é um sinal de sorte. Vou lutar até fim, afinal!

domingo, 28 de junho de 2009

Anorexia, uma doença maldita

Logo ao levantar
O corpo começa a fraquejar
De uma noite mal dormida
O estômago já só aguenta a cafeína
Pelos arrepiados evidenciam o frio sempre presente
Tento abrir a boca petrificada
Mas este corpo quase sem vida já só respira
Os livros e o computador são a minha única companhia
Não tenho mais forças para lutar
Pois já não consigo dominar
Este corpo transformado em cadáver
Perdi os amigos e a felicidade
Agora só me acompanha a dificuldade
Em acreditar que ainda estou vivo
Que merda é esta que me persegue?

A poema explica bastante? E preciso de uma ajuda...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Conclusão - Final (?)


Sai de banheiro depois de miar, dei um sorriso amarelo para minha amiga Melissa* na garagem ocupada de jovens gays, lésbicos e bissexuais fumando, bebendo, comendo porcarias e cantando karaoke. Sentei na cadeira ao lado da mesa, voltei a beijar com Renato*. Minha cabeça voltou a voar pra maionese, estômago comecou a doer mais sentindo o sabor de tutti-fruti na boca dele. Afastei-o suavemente, dando mais um pequeno sorriso amarelo. Ele elogiou: - Que beijo tão doce!

Beijo doce meu?! Ai, me deu vontade de ir no banheiro novamente. Levantei novamente, Melissa* sabe do que está acontecendo e fez uma cara séria. Miei tudo o que tinha consumido: pipoca de microondas, salgadinhos, biscoitos, vinhos baratos. Dava ver as manchas escuras de nicotina no vômito junto de sangue. Eu estava sentado, de paléto grosso, no chão gelado de banheiro molhado. Me piorando... Tive que avisar pra Melissa* que tenho voltar na casa.

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Fui convidado para passar na casa de Melissa*, nas 6 da tarde no dia dos namorados, em casa dela. Pedindo que eu trouxe pipoca de microondas, trouxei. A companheira dela ofereceu uma taça de vinho, eu aceitei. Depois da 2ª taça, comecei a ficar bêbado, consumi biscoitos de chocolate e um sanduíche de queijo. A Melissa* me perguntou se eu quiser ir na casa de casal lésbico, eu aceitei. Fomos caminhar mais de 3 quilomêtros, eu tonto, enfrentando o vento gelado e cortante na noite escura de 10 graus.
Conheci o casal de lésbicas. Uma jovem que se chama de Adriana* me olhou assim e falou pra Melissa* que interpretou para mim (ela é intérprete de Libras). Falou sobre filho dela de casamento anterior, que tem 10 anos, sofre de anorexia. Fiquei sem jeito, acabei de confessar tudinho para Melissa*.
Ela falou que fiz muito bem pra contar tudinho... E me pediu que eu se cuide pra não exagerar até 45 quilos. Uma pessoa compreensiva, enfim! Única pessoa que contei pessoalmente atualmente, ih!

O Renato* chegou de surpresa, eu fiquei sem jeitinho. Falei pra Melissa*: - Vem um problema. - Ela riu.
Horas depois vendo gente divertindo cantando de karaoke, eu e Melissa* quietinhos conversando sobre a vida sexual. Até que Renato* começou a dar umas cantadas. Eu reitribui um sorriso tímido algumas vezes. Mais tarde, ele sentou no meu lado e deu uma carícias apertadinhas na minha coxa, eu tentei evitar. Mas, acabei de dar um beijo repetino...

Na casa, tonto de tanta álcool e dor forte do estômago causado de mia. Tomei duas cápsulas de omeprazol antes de deitar... Acordei bem no dia seguinte.

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Eu e a mãe tivemos uma briga séria no domingo. Tudo por causa de pijama que achei larga demais, ela começou a falar que estou magro de "pulso fininhos". Eu discordei, mas sei que todo me acha magro... A mãe ficou bem punk quando me ameaçou que vai cancelar a assinatura da net e não vai me deixar pra ir na capital se eu não comer bem nesta semana.
Fiquei tão odiado...

Estou no sacrificio comendo feito uma pessoa normal. Bem, vou passar na capital por mais de duas semanas para fazer curso de fotografia. Procurar emprego lá também. Vou ter que segurar as pontas com a tia e enfrentar nas ruas movimentadas de capital de 1.400.000 pessoas. Vida ruim para fóbico social, quem merece assim?

As duas calças n° 36 estão largas, tive que voltar a usar de cinto pra segurar.

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Ossos aparecendo no corpo gelado e branquelo pelo consumo baixo de calorias causado antes.

Afinal, última postagem. O que eu aprendi no final? Controle para manter o peso de 48 quilos até julho, daí vou começar o ritmo lento de emagrecimento até 45 quilos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Rotina maldita – Parte 2



Acordei cedo na manhã de sábado, o pai estava na casa. Fui direto para computador (bela compulsão que tenho, né?) e tomei uma vitamina c no desjejum. No meio-dia, o pai estava arrumando o varal nos fundos, me deu uma boa idéia: peguei um prato, coloquei feijão e arroz nele e foi pra microonda. Depois, levei para meu quarto, já peguei sacolas de plástico antes. Joguei tudinho nas sacolas, depois o coloquei no saco do lixo do banheiro, mas levei essa pra o da cozinha. Joguei o lixo de três tipos misturados na lixeira. Coloquei o prato sujo da comida na pia para que os pais pensem que eu já almocei. A mãe chegou do trabalho e me perguntou se almocei, falei pra ela que veja o prato na pia. Ela sorriu. Boba!

Avisei-a que vou sair perto das quatro da tarde para encontrar a concentração surda, ela disse que vai viajar na cidade para ver parentes. Melhor! Depois das quatro horas da tarde, saí atrasado. Fiquei conversando e me divertia tão bem rindo com as piadas (isso é muito raro!). Depois das cinco e quinze, descobrimos que ficamos presos no colégio já fechado até as portas. Estávamos no pavilhão de esportes do colégio. Rodrigo* falou que estamos no momento Lost. Presos dentro do colégio! Tivemos que subir o muro com portão da saída (que vergonha que passei nisso!). Conseguimos de sair, isso é inacreditável nenhum do responsável do colégio nos avisou que vai fechar. Afinal, vou reclamar na semana que vem. Fumei um cigarro de L.A no caminho para casa. Uma hora depois, não resisti... Peguei, coloquei na microonda e devorei o pacote inteiro de pipoca! Avisei para mãe que fui convidado para a festa do bar, mas ela disse "não" várias vezes. Fiquei um pouco chateado, mandei torpedo para Renato* dizendo que não podia ir, com desculpas. Depois das onze da noite, peguei uma taça de vinho tinto com Martini e coloquei sete gotas de Rivotril nela. Minutos depois, os efeitos começaram: cabeça leve, alucinação e felicidade. Depois, me chapei na cama.



Acordei na hora de almoço de domingo, a mãe trouxe batata-frita e polenta frita. Eu recusei comer de alguma fritura, para o desespero da mãe que ficou implorando que eu coma. Recusei, só comi algumas colheradas de feijão e arroz com brócolis refogado. Depois de tarde toda sem comer nada, perto das oito da noite. Então, tive que esquentar a pizza congelada. E devorei quase inteira, a mãe comeu uma fatia. Não mereço assim...

Na segunda-feira, iniciei NF da uma de tarde, saí no centro para ver os preços de webcam, falar com auto-escola pra combinar datas (onde tomei dois copos de café com adoçante), por fim, devolvi um livro de 350 páginas sobre Che Guevara na biblioteca municipal, só li vinte páginas. Minha concentração para leitura está ruim ultimamente. Quando saí de biblioteca municipal, acendi um cigarro L.A e notei um jovem de roupas simples que nem um morador da rua. Percebi que era irmão de meu ex-colega que tentou me assaltar anos atrás, ele pediu que um isqueiro. Liguei pra ele, simplesmente, agradeceu comigo. Estranho... Eu não estava assustado nem fatigado. Pois eu estava com efeitos de Rivotril, além disso, o guarda municipal estava bem pertinho comigo, pode ser. "Léo! Você não falou com a Polícia que aquele rapaz tá solto de novo?", essa pergunta apareceu na minha cabeça. Dormi cedo para não ficar com fome noturna.

Acordei bem cedo na manhã geladinha de terça, não comi desjejum outra vez. Não me lembro algum almoço. Na noite aqui vem uma visita da amiga da mãe. A mãe propôs um jantar de berinjela assada. Depois das nove da noite, fechei NF de 32 e depois, jantei três rodelas de berinjela assadas – 49cal por unidade, carregadas por uma colher de maionese light – 30cal, por fim um pote de iogurte desnatado – 30cal. Fechei LF de 207cal

Estranho é que não fiquei feliz por ter conseguido fechar NF e LF sem problemas. O demônio do meio-dia voltou...



Gostaria de despertar num toque irritante:

- Pare de sonhar! E me libertar deste vício

Que é sempre flutuar

Em fantasias e cores,

Em belezas que o mundo esconde,

Em alegrias que não posso vislumbrar...

Porque me faz sonhar?

É maldição de vida,

Ou bálsamo pra tantas feridas

Que adquiri ao caminhar?

São tantos espaços no tempo,

Perdidos no vento a passear

Por longínquos tempos

Que a realidade não me fará recuperar...

Porque então sonhar?

Não sei... sei que continuo

Sem saber quando e onde parar.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Uma farra depois de NF - Parte 1

A mãe me perguntou se eu tenho fome. Eu menti para mãe que já consumi de salgadinhos, docinhos, cafés na reunião de diretora na quinta passada e falei que já estou satisfeito.
Dia seguinte, a mãe foi trabalhar e pai não estava na casa. Sozinho na casa durante a manhã, isso era ótimo! Tomei o desjejum não-calórico: um comprimido de suplemento vitaminico e copo de vitamina c. Um hipocondríaco anoréxico? Com certeza.
Para simular que eu já comi almoço: coloquei feijão e arroz no prato, coloquei-o na microondas, e passei para cães e gatos. E coloquei prato sujo na pia da cozinha. Pronto!

Perto da uma da tarde, saí caminhando até centro. Minha cabeça estava doendo pra caramba! Era o resultado de NF causou. Encontrei Melissa* na frente de cartório. Ela falou que está morta de fome, então fomos na lancheira alguma. Ela me perguntou o que eu queria comer. Respondi, mentindo, que não e já comi almoço na casa. Pedi uma garrafa de H2OH.
A Melissa* notou a minha cara de irritação e me perguntou se estava tudo bem. Falei que estou com dor de cabeça. Ela ofereceu comprimidos de Paracetamol imediatamente. Peguei duas e tomei. Agradeci-a.
Ruim é que estou só tomando uma garrafa de H2OH, vendo Melissa* devorando xis-carne e outros comendo umas porcarias de origem animal. Lugar tão tenebroso!
Enfim, saímos até cartório e encontramos Laura* e fomos dentro para autenciar as atas, estatutos e assinar como secretário e Melissa* como presidente.
A Laura* está mal de gripe, a Melissa* ofereceu comprimidos pra ela tomar. Depois de cartório, Melissa* nos despediu indo para trabalho dela. Eu e a Melissa fomos a caminhar um pouco. Fiquei sem jeito vendo ela tão mal de gripe. Então, comprei dois pacotinhos de chá Vick para ela.
Melissa* ficou surpresa e agradeceu me abraçando. Tive que aguentar aquele abraço apertado. Ela sabe que não gosto de comovação nem abraços, respondi tudo bem. Pensando:"Argh! Fui abraçado por alguém num lugar público, não mereço!".

Não gosto de cumprimentos e abraços quando encontro alguém na rua. Fico sem jeito, tenho cara de anti-social, ok?

Melissa* falou que vamos para bar onde o amigo dele tá preparando a festa de aniversário, então fomos lá. Eu já vi aquele cara nas fotos de Orkut, mas pessoalmente, acho ele lindo. Então, resolvi ajudar um pouco para fazer preparativos da festa. Perto das cinco da tarde, despedi do rapaz Fred*, a Melissa* tinha saído antes, pois não estava muito bem e me avisou que vai passar na noite da festa no bar.

Cheguei na casa, direto ao acesso da internet. Bela compulsão. A mãe chegou depois das seis da tarde, avisei-a que vou na festa de aniversário de Fred*. Ela me perguntou de presente. Me lembrei que tem uma loja perto da casa, falei que vou passar. Mas, ela ficou blefando que a loja já deve estar fechada. Eu respondi que ela vai engolir as palavras o que falou. Saí.
A loja está aberta, eu sabia! Fui ver as coisas de decoração como estátuas. Fiquei procurando algo mais legal até quando a atendente mostrou uma caixa de bolinhas de porcelana chinesas. Então, comprei.

Voltei de presente embrulhado. A mãe ficou sem jeito, eu dei um sorriso malvado. Depois das oito da noite, a mãe falou que tem bife de soja na geladeira. Então preparei um sanduíche vegetariano: duas fatias de pão light com bife de soja no meio. E esquentei nas microondas. Comi devagar. Fechei NF de 32 horas, consegui!!!

Depois de tomar um banho e me preparar para sair caminhando até bar de centro, onde ficava a festa de aniversário de Fred*. Antes de entrar no bar, comprei dois maços: Vogue (cigarros fininhos) e L.A sabor cereja.
Encontrei Renato* no bar que havia conhecido na festa GLS. Dei um abraço sem jeito. Ele falou que Melissa* tá cima, área vip. Fui lá, pois tenho pulseira vip. Dei parabéns a Fred e presente também. Encontrei Melissa* e companheira dela sentadas. Melissa* não melhorou ainda?! Bah!
Minutos depois, Fred* apareceu dizendo que adorou meu presente. Ainda bem, todos dizem que tenho jeito melhor pra selecionar presentes, será?
Tinha doces e salgadinhos na área vip. Só peguei quatro docinhos e dois salgadinhos de queijo com azeitona. A maioria dos salgadinhos contendo de cadáver (sempre chamo em vez de frango e carne). Pedi um martini, bebi rápido sem interrupção. Comecei fumar de Vogue algumas vezes.
Veio "Parabéns para você!", isso significa chegou bolo. Nossa! Bolo mais bonito que já vi! Mas, comi só uma fatia. Não caí em compulsão depois de nf, ainda bem!
Melissa* e companheira dela saíram cedo, pois não está bem. Tudo bem! Fui no térreo e encontrei Renato*. Como o bar está totalmente lotado! Fiquei irritado pessoas me empurrando. Comecei a ficar nervoso, falei pra ele que vamos procurar num lugar um pouco aberto.

Tenho claustrofobia, sim!

Continuamos dançar e fumando Vogue. Renato* não para de falar "Eu gosto de você." e "Você me gosta?" até notei os lábios dele mexendo "I want you!". Fiquei rindo sem jeito, um gordo me querendo? Por favor, não quero namorar com um gordo, mas ele é bonito... Não beijamos, pois estarmos num lugar para público hétero. Ele me perguntou se vou na festa GLS no sábado à noite e fez posição "por favor, por favor". Respondi que vou ver.

O maço Vogue acabou em poucas horas, inacreditável. Mas, deixei L.A pra outro dia.

Apareceu um rapaz magro, moreno e bonitinho. Se chama de Luis* Descobri que é D.A (uma pessoa que nasce surda, mas prefere a cultura ouvinte, e não sabe comunicar de Libras, só oraliza). Ainda bem, que ele sabe sinalizar um pouco. Conversamos, conversamos, conversamos. E me contou que já ficou com Renato*, falou que prefere de magros. Concordei também.
Depois houve uma briga feia na área vip acima, eu e Luis* ficamos observando surpresos. Renato* falou que vai subir, tentei impedir... Mas, não deu a bola. As seguranças pediram que o pessoal afasta pra dar uma passagem até a saída. Vi um rapaz bêbado com marcas de sangue carregados às forças de homens. Renato* voltou lamentando de camisa rasgada. Eu e Luis ficamos surpresos a mais e chamamos de maluco. Renato* falou que quer ver mais um briga, dei um beliscão forte na barriga imensa dele pra não fale mais umas bobagens, pronto.
Luis e amigo dele me despediram. Eu e rafa saímos de mesmo táxi, indo para casa. Comecei a me preocupar: "Será que é isso? Não estou com vontade nem preparado!".
Fiquei aliviado depois de ver Renato* me despedindo na frente da casa dele, o táxi me levou até casa minha.

Fazia um grau e meio negativo nas quatro e meia da manhã de sábado.

To be continued...