Prezado desconhecido,
Prezado? Essa palavra não cairia bem para te cumprimentar nesta carta. Seria um desleal lembrar escrevendo para você depois de ter passado.
Numa noite chuvosa e gelada, eu estava prestes a sair da balada. De repente, você apareceu do nada sorrindo para mim e começou a falar no meu ouvido. Tentei te avisar que sou surdo e percebi que você está bêbado. Me convidou para ir na tua casa, me fez pensar horrores. Mas decidi te levar para minha casa.
Eu não devia ter feito, porque eu estava carente. Me fodi na hora errada...
Um desconhecido sem nome nem idade na cama.
Hálito de álcool nas minhas costas
Dor intensa na parte de baixo
Tentativa fracassada
Nenhum carinho
Nem despedida no final.
Você me fez tomar um porre misturado de rivotril.
Você me fez apagar.
Você me fez magoar.
Tarde demais.
Eu me arrependi.
Pior é que ainda lembro daquela noite.
Vim para dizer umas coisas que você não vale pena e que mereça um lugar de algum inferno dos infernos insuportáveis.
Do que adianta praguejar tudo isso? Não sei teu nome nem idade e não me faço ideia de onde você é! Porque não entendia nada do que você falou para mim assim bêbado.
Enfim, espero que você esteja morto ou sofrendo em algum lugar insuportável...
Adeus.
G.
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Em versão de Christiane F.
No meio da bagunça que seus amigos deixaram: copos vazios e cheios de bebidas alcoólicas, cinzeiros entupidos, mesa carregada de drogas variadas e a televisão exibindo filme pornô.
Estava sozinho num ambiente inóspito e seus amigos haviam ido embora.
Mas...
Não está sozinho, está sendo observado por uma menina que veste de vestido xadrez vermelho que sempre o acompanha e disse, sorrindo:
- Está tentando fugir dos problemas, mas os problemas sempre andam acompanhados contigo e serão fiéis. até a morte.
8 meses sem clonazepam e fluoxetina. 57 quilos.
Estava sozinho num ambiente inóspito e seus amigos haviam ido embora.
Mas...
Não está sozinho, está sendo observado por uma menina que veste de vestido xadrez vermelho que sempre o acompanha e disse, sorrindo:
- Está tentando fugir dos problemas, mas os problemas sempre andam acompanhados contigo e serão fiéis. até a morte.
8 meses sem clonazepam e fluoxetina. 57 quilos.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Lembranças sem fim
O rapaz disse que tudo ia melhorar se for esquecer dos momentos com o cara de teatro com que tinha relacionado por um bom tempo...
Mas estava enganado.
Ele se encontra irritado no fim do quarto semestre, mesmo que tenha sido aprovado em quase todas as cadeiras, só que pegou apenas um exame. O que deixou o rapaz irritado? Foram as lembranças que não deixaram de desaparecer, resposta cruel.
Teve que mentir para outras pessoas que lhe fizeram uma pergunta:
- Mas você não sente falta dele?
Ele sempre responde a unissona resposta: não.
No fundo, ele está sentindo saudades mesmo. Mesmo depois de ter passado tudo isso como a descoberta inesperada de que ele estar namorando com outra pessoa enquanto relacionavam.
Além das lembranças que o rapaz guarda, tem fumado Marlboro Blue Ice (cigarro preferido do cara) todo dia, esbarra com o cara algumas vezes nos arredores da universidade e do restaurante universitário e sempre passa na frente do bloco 21 onde o cara mora enquanto o rapaz mora no 24. Basta apenas alguns passos para ele poder dizer tudo o que sentia ao cara do teatro! Mas é totalmente impossível, pois não quer se machucar novamente depois de tudo isso.
Sonhos, fumaça de baseados, compulsões e muitas ressacas resumem o cotidiano do rapaz perdido no meio das lembranças mal-sucedidas.
- Psiu! Você está no mundo da lua, guri?
- Hã? Oi!... Só estou filosofando, tudo bem? - apaga cigarro no chão.
- Estou bem... vamos dar uma volta? - sorri o cara.
- Devo aceitar?
Deu uma mão como um convite. E foram caminhando nos arreadores da universidade.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
"Você não deseja voltar...
...para quando você não tinha perdido nada? Tudo está no futuro." Cassie - Skins 2x09.
O rapaz se encontra cansado, depois de uma noite mal dormida, sentado na beira de cama, fumando free vermelho. Estava enjoado depois de desjejum, com vontade de vomitar. Mas prefere segurar essa vontade.
Tinha acabado de dar uma desculpa para seu companheiro para poder dormir sozinho. Seu companheiro foi embora um pouco chateado pelo humor do rapaz que muda tempo todo.
Seu estômago doía. Era azia. Maldita azia, pensa. Se levantou, foi aproximar no estante e pegou caderno e estojo. Voltou na sua cama. Abriu caderno e tentou escrever, mas sua mão não obedecem o movimento por causa dos efeitos do antidepressivo que ele está tomando. Minha letra está cada vez mais horrível ultimamente, resmunga. Ficaram as palavras em formas garrafais, como se fossem escritas pela uma pessoa bêbada:
É tão bom estar com você, mas tem uma coisa que me perturba ainda.
É o medo de me machucar novamente, mas quero arriscar para ser feliz com você.
Obrigado por existir na merda da minha vida. (seguindo um coração mal desenhado)
Olhou o que tinha acabado de escrever e achou tosca demais. Se levantou novamente, mas na outra direção indo para armário. Lá onde pegou o ansiolítico e tomou um comprimido.
Dessa vez, sou um covarde demais, pensa. E foi deitar na cama esperando o ansiolítico dar efeito.
Havia completado 23 anos naquele dia.
O rapaz se encontra cansado, depois de uma noite mal dormida, sentado na beira de cama, fumando free vermelho. Estava enjoado depois de desjejum, com vontade de vomitar. Mas prefere segurar essa vontade.
Tinha acabado de dar uma desculpa para seu companheiro para poder dormir sozinho. Seu companheiro foi embora um pouco chateado pelo humor do rapaz que muda tempo todo.
Seu estômago doía. Era azia. Maldita azia, pensa. Se levantou, foi aproximar no estante e pegou caderno e estojo. Voltou na sua cama. Abriu caderno e tentou escrever, mas sua mão não obedecem o movimento por causa dos efeitos do antidepressivo que ele está tomando. Minha letra está cada vez mais horrível ultimamente, resmunga. Ficaram as palavras em formas garrafais, como se fossem escritas pela uma pessoa bêbada:
É tão bom estar com você, mas tem uma coisa que me perturba ainda.
É o medo de me machucar novamente, mas quero arriscar para ser feliz com você.
Obrigado por existir na merda da minha vida. (seguindo um coração mal desenhado)
Olhou o que tinha acabado de escrever e achou tosca demais. Se levantou novamente, mas na outra direção indo para armário. Lá onde pegou o ansiolítico e tomou um comprimido.
Dessa vez, sou um covarde demais, pensa. E foi deitar na cama esperando o ansiolítico dar efeito.
Havia completado 23 anos naquele dia.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A incerteza
Sentado na banca de plástico de ônibus, sua cabeça não para de girar. Tinha fumado uns baseados.
De repente, passou na sua cabeça o futuro que começa a ser mais realista.
Uma mesa cheia de fotografias, um quadro borrado na parede de tom esverdeado, estava sentado na poltrona antiga um adulto de aparência cada vez mais magra, porém, bem vestido, segurando um cachimbo e tomando martini. Neste lugar voltou seu companheiro, que estava trajando mal, de barba para fazer, descabelado, chapado, do teatro onde ele trabalha. E disse para ele:
- Ainda está em casa aqui? Já está perto de duas da tarde, você devia estar trabalhando. E ainda mais bebendo a merda do álcool.
- Não é a sua conta! Seus olhos estão vermelhos. Faz dias você continua assim. Não vê que estamos com problemas? - Levantou e colocou copo vazio no aparador de bebidas. E começaram a discutir.
Despertou com a vibração, o ônibus tinha começado a partir. Olha no seu lado, estava o companheiro. Sorriu nervoso.
Tinham reatado o relacionamento faz semanas.
Seu corpo treme. Começou a ficar com medo do futuro enquanto observa a cidade iluminada pelos postes em movimento na janela de ônibus.
De repente, passou na sua cabeça o futuro que começa a ser mais realista.
Uma mesa cheia de fotografias, um quadro borrado na parede de tom esverdeado, estava sentado na poltrona antiga um adulto de aparência cada vez mais magra, porém, bem vestido, segurando um cachimbo e tomando martini. Neste lugar voltou seu companheiro, que estava trajando mal, de barba para fazer, descabelado, chapado, do teatro onde ele trabalha. E disse para ele:
- Ainda está em casa aqui? Já está perto de duas da tarde, você devia estar trabalhando. E ainda mais bebendo a merda do álcool.
- Não é a sua conta! Seus olhos estão vermelhos. Faz dias você continua assim. Não vê que estamos com problemas? - Levantou e colocou copo vazio no aparador de bebidas. E começaram a discutir.
Despertou com a vibração, o ônibus tinha começado a partir. Olha no seu lado, estava o companheiro. Sorriu nervoso.
Tinham reatado o relacionamento faz semanas.
Seu corpo treme. Começou a ficar com medo do futuro enquanto observa a cidade iluminada pelos postes em movimento na janela de ônibus.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Day 23 — The last person you kissed
Â.,
As histórias de amor que tinha escutado desde criança não me levaram bem sério, pois era impossível para mim. Mas dessa vez estou em dúvida depois de te conhecer.
Você foi uma pessoa com o que relacionei por muito tempo. Não sei se um mês é muito suficiente. Muito tempo, não?
Falando nisso, tivemos momentos maravilhosos e tristes durante um mês. Me diverti muito te ensinando língua de sinais e fazendo ensaio improvisado com você para se apresentar tudo direitinho nos próximos dias. Me passou a lembrar que fazia apresentações teatrais quando eu era criança. Nunca te contei isso antes, pois é.
Sempre aguardava você voltar dos ensaios no final da noite para conversar, filosofar e viajar no mundo psicodélico. Me divertia com você e seus colegas do teatro na cozinha do alojamento.
Adoro sentir sua barba ralando meu rosto e seus pés quentes tentando esquentar meus pés gélidos enquanto dormíamos juntos nas noites geladas, mas nem conseguia dormir direito e ficava observando você dormindo até acordar para poder dar um beijo de bom-dia para enfrentar mais um dia de aula universitária.
Dias depois, soube que você tinha encontrado com outros caras enquanto eu estava ausente, isso me deixou chateado e com fúria. Não sei se eu merecia assim depois de conversar sério com você, mas você falou que não queria algo mais sério apesar de estar sendo ficantes e me gostava muito de mim. Confesso que não gostei quando você disse que não queria sério comigo, só porque você ficou com outros e eu não, nunca beijei com alguém enquanto relacionava com você.
O nosso relacionamento piorou ao decorrer do tempo, só porque você queria aproveitar e eu queria algo mais sério. Eu estava preocupado com os sintomas físicos que tinha enfrentando e tive que te chamar para conversar sério que podia me ajudar ou não. Não ajudou mesmo, piorou muito. Você saiu chorando depois de ouvir as minhas palavras pesadas ditas e eu nem acreditei o que passei assim.
Depois do tratamento, me melhorei. E o relacionamento não. Como nós moramos em casa do estudante e estudamos na mesma universidade, muitas vezes esbarrávamos sem querer, tentei fingir para não te olhar, mas não consegui pois não sou bom de fingimento. Depois disso, eu fico chorando escondido. Tinha esperança de você me chamar para conversar, mas perdi, porque você não me procurou mais. Decidi a assistir a peça teatral no seu prédio do curso com meus amigos e nos encontramos inesperadamente lá, podia sentir seu sentimento de surpresa quando me viu e eu não conseguia me relaxar assistindo a peça até fim. Depois da peça, chorei nos fundos do prédio. Naquela noite eu pensava que não devia ter feito, mas fiz para encarar...
Na casa não tem mais ânimo, não tem mais bagunça por causa de ensaios improvisados, não tem nenhum resto da risada nem felicidade que você tinha dado, mas só deixou um adesivo na porta do quarto. Ainda penso em você e sonho com você todos os dias. Quando eu sentia mal, eu passava nos arredores do prédio do seu curso durante as noites para refletir um pouco. Pode pensar que isso é tão doentio. Dois meses depois, meu colega do quarto me contou que viu você acompanhado da sua colega na boate. Mas o que não esperava assim: você tinha dito ao meu colega do quarto que estava com saudades de mim. Isso me deixou sem chão, chorei, chorei, chorei...
No meio da madrugada gelada, resolvi dar um oi para você no Messenger depois de um bom tempo, você respondeu. E conversamos, conversamos, conversamos. Foram incríveis três horas de conversa que tivemos no Messenger. Fiquei tão bobo quando você falou que queria me reaproximar depois de passarmos assim. Foi tão bom conversar um pouco no dia seguinte.
Acho que não vamos reatar mais depois de tudo isso, devemos que sejamos amigos apenas. Continuarei sendo fiel depois de te conhecer. Foi muito bom te conhecer que me fez perceber o outro modo de vida louca. E agradeço por me tornar mais sociável.
Um beijo,
G.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
A vontade
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Preciso te esquecer
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
No meio do caminho, parou na frente do bloco 14, entrou subindo ao terceiro andar e bateu a porta. Abriu a porta, estava o rapaz bem alto vestindo as roupas de forma desajeitada. Perguntou ao menino o que precisa. Respondeu que precisava de uma viagem.
Saiu com um saquinho no bolso de casaco.
A lâmpada da cozinha não parava de piscar, estava prestes a queimar daqui a pouco. Começou a acender um baseado que tinha tentado fazer de forma correta inúmeras vezes. Depois das tragadas, o estresse tinha saído embora e começou a rir alto e chorando ao mesmo.
De repente a lâmpada da cozinha apagou, agora está queimada, teve que ir no corredor sómbrio e gelado, tropecando nas coisas deixadas no chão. Seu corpo está começando a perder equilíbrio, caiu na frente da porta do seu quarto. Levantou-se e deparou os adesivos colados na porta do seu quarto, estavam anotados pelos seus amigos. Um dos demais adesivos que foi primeiro a ser visto pelo menino. Estava escrito assim: Save the panda (de boa).
Era um adesivo escrito pelo uma pessoa que o menino tinha relacionado por um mês e começou a dizer:
- Obrigado pela tanta dor de cabeça depois de ter passado assim... Queria te esquecer, mas não consigo. Confesso que ainda penso de você. Bem... Gostaria que você me procurasse para conversar, parece que você está cada vez mais distante de mim.
Percebeu-se que está falando com a porta sozinho, sentou no chão empoeirado do corredor e começou a sentir que sua cabeça está sendo martelando. Não conseguiu mais o que pensar. Seus olhos começam a se molhar. Por que eu mereço assim?
E começou a chorar.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A vida segue

Eu nunca pensei
que pudesse ser pra sempre
que pudesse ser tão forte.
Eu estava certo
que sabia aonde ia
até chegar num ponto
Sob uma luz ofuscante
onde uma verdade
desapareceu.
Mas ninguém tem culpa
Isto é só um outro dia
Diferente dos outros
Igual a outro dia qualquer.
Nós somos tão jovens
Nós corremos os riscos,
Não precisamos de nada
Não existimos
pra ninguém.
Mas ninguém tem culpa
Isto é só um outro dia
Diferente dos outros
Igual a outro dia qualquer.
Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e as horas passam.
Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e as horas passam.
Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e o tempo passa.
Culpa - Nenhum de Nósas estradas são tão longas
e as horas passam.
Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e as horas passam.
Os dias são tão curtos,
as estradas são tão longas
e o tempo passa.
- Você acha que pegou AIDS de mim? - perguntou o companheiro chorando, nervoso.
- Acho que sim, mas não temos certeza. Então temos que fazer exame.
- Posso ir embora?
Suspirei dizendo que pode. Saiu chorando a mais.
E começou a chover na noite triste.
Dia seguinte, tive que tirar fotos para a revista laboratorial do meu curso. Estava chovendo forte. Parei para dar uma pausa. Acendi um cigarro, soltei umas baforadas e fiquei observando a fileira de plátanos.
Completamos um mês e alguns dias. Tudo é incerto. Por que as coisas tinham de acontecer assim inesperadamente?
De repente, senti sangue escorrendo dentro das calças e berrei da dor, chorando. Enquanto as folhas avermelhadas de plátano voam ao sabor de vento gelado e forte.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Paixão em choque

Além de te conhecer aos poucos,
você sente atraído pelo mistério
que o amor esconde.
É como estar voando alto,
mais alto
depois de apreciar o sabor doce
que essa sensação rara te dá.
De repente começa o temor...
Você está pronto para namorar?
Está com medo de machucar emocionalmente tua pessoa querida?
Vai arriscar?
É necessário autorizar a pessoa íntima
entrar na tua vida temendo
que descubra os teus segredos doloridos,
berrantes e chocantes?
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