terça-feira, 28 de setembro de 2010

30 days letter project




Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror

Farei o que for possível enquanto minha agenda anda ocupada por causa da faculdade. Sei que o projeto de cartas vai me relembrar dos medos, problemas, feridas e crises. Enfim, espero que eu consiga de qualquer forma.

P.S.: Roubado da Skinny Secrets of Nina, que roubou do the bitter end, que roubou do The Bedroom Theory, que roubou da Quase-Normal, que roubou da Memorabilia Database e da Innuendo Blues.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Surpresas inesperadas

Deby, eu já cansei de me matar
Oh! Deby, eu só queria te amar
Ontem, ontem eu pude sentir
Hoje, acho que eu vou chorar

Se eu tento o telefone
Ela manda dizer que não tá
Se eu chamo o teu nome
Eu preciso desabafar

Deby, eu só queria te encontrar
Oh! Deby, eu quero brincar de pegar
Ontem, ontem eu pude sentir
Hoje, acho que eu vou chorar

Se eu tento o telefone
Ela manda dizer que não tá
Se eu chamo o teu nome
Eu preciso desabafar

Deby, eu já cansei de me matar
Oh! Deby, eu só queria te amar
Oh, oh, oh, oh! Deby
Oh, oh, oh, oh! Deby
Oh, oh, oh, oh! Deby
Oh, oh, oh, oh...

(Oh! Deby - TNT)


Achava que o todo dia do aniversário sempre saí chato, completei 22 anos e seria uma merda envelhecendo assim. Mas ganhei abraços, elogios e sorrisos que os colegas da faculdade deixaram. E nem esperava que as coisas aparecem daqui a pouco...

Os amigos do apartamento me surpreenderam cantando parabéns para você com velas nas suas mãos e me deram uma poodle da amiga com uma fita de sacola. Rendeu umas risadas e comemoramos com as pizzas. Me diverti muito.

Ainda na noite de aniversário, estava meio chateado com o S*, um cara que tinha conhecido na balada tempos atrás (estamos ficando por alguns dias, tipo enrolando), ele mentiu para mim dizendo que mandou recados e depoimentos para mim, mas, na verdade, não enviou nada. Fiquei indignado e estava esperando dele para conversar bem sério sobre isso.
O que não me esperava assim...
Meu amigo disse que foi buscar ficante dele na parada de ônibus. Minutos depois, ele voltou dizendo que devo passar no nosso quarto para cumprimentar. Eu fui tão bobo. Meus amigos planejaram tudo isso sem eu saber nada... Fui surpreendido pelo S* com um presente nas suas mãos e seu sorriso largo ao me ver entrando no quarto. Fiquei de boca aberta, abracei dele bem forte e beijamos.

E tivemos uma noite inesquecível. Melhor presente que já ganhei.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Último suspiro


“Pedi pra mãe –
me interna, tô infeliz pra caralho.”
Caio Fernando Abreu


Pensou que ia descansar bem durante as férias de inverno e descobre que está enganado. Teve que reaviver a vida conflituosa com os pais e as tias. Tentou manter feliz e descontraído, mas não conseguia apesar de efeito da fluoxetina que o deixou melancólico demais. Tentou divertir nas festas para beber horrores e no final sempre encontrava arrasado, cansado, mal-humorado e triste demais para acordar no dia seguinte. Essa turbilhão durou umas quatro semanas, e estava ansioso para voltar no lar onde se sente bem sozinho longe dos parentes.

Enfrentou quatro exames e passou. Mas não ficou satisfeito com as notas obtidas, só que teve uma disciplina com a nota bem perto de dez. Então, ficou aliviado por ser apto para estudar no segundo semestre.

O início do segundo semestre foi o mais estranho para ele: não cumprimentou seus colegas na sala de aula e sempre chega atrasado nas aulas, sem vontade nenhuma para realizar, mesmo que o conteúdo deste segundo semestre é mais legal do que semestre anterior.

Seus amigos o convidaram para as baladas, pois perceberam que eu estava entediado demais para ficar no quarto que cheira de cigarro com as roupas sujas espalhadas no chão. Então ele aceitou convite deles. Na última vez que ele foi, estava enjoado e com dor de cabeça, pois tinha tomado muita bebida alcoólica mais do que devia no dia anterior e vomitou muito. De repente, um homem de boné cabisbaixo o olhou dançando e foi a aproximar dizendo que está lindo demais para ficar dançando assim. Ficou tão vermelho e queria dar fora, mas resolveu levar o homem para seu quarto.
Daí foi a madrugada mais nojenta que ele recebeu e pensou em suicídio. Se encontra perdido na cama, tinha comendo muito na hora errada, tomou rivotril e está esperando a escuridão o preencher.

domingo, 11 de julho de 2010

Mente perdida

O final do semestre está puxado a mais do que eu imaginei, não estou conseguindo a estudar melhor pois a concentração está piorando.
Recebi uma péssima notícia: vou fazer 4 exames. Não sei como vou estudar tudo isso para fazer os exames na mesma semana! Bom, vou enfrentar de qualquer forma.

No meio da preocupação, apareceu uma mensagem do poeta dizendo que quer que eu saiba que ainda me gosta e que o nosso carinho não diminuiu nada.

Fiquei observando essa mensagem, sem responder nada, de olhos molhados. Lembrando do beijo, abraço, carinho, cheiro e olhar dele.

Não sei o que fazer...


- De 50 para 54 quilos



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dor epigástrica

Quando os sintomas de refriado começam a ficar mais intensar, resolvi comprar remédios para gripe, resfriado, dor de cabeça e tosse. Depois de tomar os comprimidos, tive que aguentar sob efeitos insuportáveis alguns dias.
Mas a dor vindo de esôfago é mais forte que eu já senti. Não conseguia dormir, sempre acordava na madrugada. A dor continua assim por três dias.

Resolvi ir no hospital universitário. Eu não aguentei mais daquela maldita dor. Depois de espera demorada, fui atendido por uma enfermeira simpática. Começaram a fazer exames de pressão, batimentos cardiácos e temperatura comigo, e os resultados saíram tudo certo. E ela começou o interrogatório.
Depois de uma longa conversa, percebi que eu não estava alimentando muito bem e estava estressado com tanta tarefa da universidade. Nas horas vagas, eu sempre passava nas lancherias para comer bobagens praticamente todo dia, em vez de alimentar com frutas, verduras, legumes algo de saudável.
A enfermeira recomendou que eu não consume do meu cotidiano: café, chá preto, álcool, refrigerantes, alimentos gordurosos, frituras, doces e frutas críticas.

A gastrite tinha voltado. E me fez a voltar tomar de omeprazol.

E me perguntou se tenho andado bem com estudo, relacionamentos familiares e tais. Respondi que não tenho saído muito bem nem vejo pais há mais de um mês por causa das brigas.
Quando ela começou a mencionar se eu já tinha feito tratamento psicológico, falei que sim. Última vez que fiz foi no janeiro nem tomo antidepressivos e ansiolíticos há mais de um ano.
Fiquei tão ávido quando ela me perguntou se eu quiser voltar a tomar antidepressivos e ansiolíticos, respondi de sorriso largo: sim!

Estou tomando de fluoxetina e rivotril. Uma semana sem tomar café. E vou fazer tratamento psicológico que a universidade oferece de graça.

Obrigado, dor epigástrica!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ressaca pós-paixão

"Chorei três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total."
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 1 de junho de 2010

Paixão dolorida

Você me olhou. Te olhei.
Você pediu um beijo comigo. Aceitei.
Você gostou do meu beijo. Gostei do teu.
Você me excitou. Te excitei.
Você me gosta. Te gosto.
Você me adora. Te adoro.
Você me deixa feliz. Te deixo feliz.
Você me dá carinho. Te dou carinho.
Você sorriu para mim. Sorri para ti.
Você sente saudades. Saudoso eu.
Você ainda sente meu perfume. Ainda sinto teu.
Você se acha esquisito. Eu também sou.
Você sente confuso. Tento te compreender.
Você se apaixonou no mês passado e se machucou emocionalmente. Tento te acalmar.
Você quer ficar sozinho no teu espaço. Tento fazer uma companhia pelo resto do dia.
Você pediu desculpa se me magoou. Tento dizer que está tudo bem.
Você chorou. Te abracei.
Você não consegue pedir um tempo. Minhas pernas tremem.
Você suspirou. Dei último abraço.
Você despediu dizendo que me gosta. Despedi dizendo que ainda te adoro.
Você deitou chorando. Saí correndo chorando.




- 2 anos e 3 meses do blog

sábado, 10 de abril de 2010

Vida de um universitário da federal

Pensei que tudo ia melhorar depois do início das aulas da federal. Me enganei, a primeira semana foi bem tensa e, algum tempo depois, tentei a manter o controle para poder alimentar bem. Mas não sinto bem diante da multidão alimentando e conversando alto num restaurante universitário, minhas mãos trêmulas tentam pegar talhares de forma tão desajeitada. Até quase engasguei. Sentia ridículo e desconfiava vendo alguém rindo de mim.

As noites que eu tento dormir não são bem dormidas. A vida no alojamento provisório é uma merda: bagunça, sujeira, poeira, perfumes que os jovens exageram, pisca-luzes das lâmpadas e colchão surrada num beliche semi-destruída.

As aulas começam, eu ficava entediado sem entender nada o que as professoras falaram. Meus colegas tentam me ajudar dando bilhetes para entender melhor. Os trágicos 22 dias sem intérprete foram resolvidos com a vinda das três intérpretes até apareci algumas vezes no jornal da cidade local. Não fui muito bem sincero com as três intérpretes nem com colegas.

As visitas na casa dos pais sempre terminam em brigas e discussões idiotas por causa da alimentação.

Afinal de contas, consegui um quarto na casa do estudante. Isso significa que vou deixar do alojamento, ainda bem! E terei que continuar enfrentando o abalo psicológico que a comida me causa. Tratamento com a psicanalista foi interrompido faz dois meses. Não quero engordar, mas, na hora outra, tudo fica contrário. Continuarei confuso.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O início da angústia


Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo,
não se transforme também em monstro.
E se tu olhares, durante muito tempo,
para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche


Ele acha que vai passar bem na nova mudança, mas sente uma necessidade.
Passa nos lanchonetes, restaurantes universitários e supermercados freneticamente, ignorando o pedido da mãe:
- Não gaste muito com as bobagens, alimente bem, por favor!

As mãos tremem, o coração bate rápido, o estômago roncando ainda, a mente agitada, as noites mal-dormidas, as dores do corpo, a respiração ofegante, os tragos excessivos de cigarros, o humor tenso, a sensação diária de não ser adequado e o sorriso falso.

O início das aulas universitárias tenso.

Uma necessidade mal preenchida e ainda continua...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma parte que o menino quer esquecer






Uma mulher recebendo palavrões, ameaças e batidas que o homem fez. Ela não aguenta mais, está sofrendo. Já que o homem é muito machista, acha que toda a mulher é inferior e mereça assim.
Um filho, parado na porta do quarto, vendo a cena. Não conseguia mexer nem defender a mãe indefesa diante de um pai rude e irritado.

O menino tinha 4 anos quando presenciou essa cena. Sofria mau-tratos que o pai dele causou. Tinha inveja de ver seus amigos felizes com seus pais. Já pensou em fugir da casa várias vezes e teve uma primeira tentativa fracassada de suicídio aos 10 anos.

Durante dezessete anos, as cena repetiram. Ele, jovem, continua covarde e sem reação para defender a mãe.

Para piorar as coisas, a mãe disse ao seu filho, várias vezes:
- Você é tão igualzinho de seu pai!

O jovem ficou chateado e tem um humor instável desde criança por causa dos conflitos familiares. Deseja que tudo isso acaba bem, mas prefere esquecer a existência dos pais.