sexta-feira, 12 de março de 2010

O início da angústia


Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo,
não se transforme também em monstro.
E se tu olhares, durante muito tempo,
para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche


Ele acha que vai passar bem na nova mudança, mas sente uma necessidade.
Passa nos lanchonetes, restaurantes universitários e supermercados freneticamente, ignorando o pedido da mãe:
- Não gaste muito com as bobagens, alimente bem, por favor!

As mãos tremem, o coração bate rápido, o estômago roncando ainda, a mente agitada, as noites mal-dormidas, as dores do corpo, a respiração ofegante, os tragos excessivos de cigarros, o humor tenso, a sensação diária de não ser adequado e o sorriso falso.

O início das aulas universitárias tenso.

Uma necessidade mal preenchida e ainda continua...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma parte que o menino quer esquecer






Uma mulher recebendo palavrões, ameaças e batidas que o homem fez. Ela não aguenta mais, está sofrendo. Já que o homem é muito machista, acha que toda a mulher é inferior e mereça assim.
Um filho, parado na porta do quarto, vendo a cena. Não conseguia mexer nem defender a mãe indefesa diante de um pai rude e irritado.

O menino tinha 4 anos quando presenciou essa cena. Sofria mau-tratos que o pai dele causou. Tinha inveja de ver seus amigos felizes com seus pais. Já pensou em fugir da casa várias vezes e teve uma primeira tentativa fracassada de suicídio aos 10 anos.

Durante dezessete anos, as cena repetiram. Ele, jovem, continua covarde e sem reação para defender a mãe.

Para piorar as coisas, a mãe disse ao seu filho, várias vezes:
- Você é tão igualzinho de seu pai!

O jovem ficou chateado e tem um humor instável desde criança por causa dos conflitos familiares. Deseja que tudo isso acaba bem, mas prefere esquecer a existência dos pais.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mudança

Por incrível que pareça a ficha ainda não caiu que vou morar sozinho na outra cidade e estudar na federal. Tudo é uma surpresa inesperada, um milagre para estar longe dos pais chatos e problemas familiares. Isso é um desejo de algum jovem problemático como eu deseja assim, está prestes a realizar.
Dizem que essa mudança vai me ajudar a manter longe do transtorno alimentar aos poucos. Fiquei pensando bastante nisso, porém, certa coisa que me martela bastante. Se a loucura persistir ainda?
Sempre existe um porém, vamos ver o que der...



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Contrastes e um selinho

Saí para caminhar um pouco, esbarrei com os crentes, eles me perguntaram se podem visitar na minha casa, respondi que não vai dar, pois estou na saída.
Não curto nem gosto da gente crente.
Na volta esbarrei com eles de novo, eles perguntaram mais uma vez em que dia vão poder visitar. Respondi que vou mudar para outra cidade. Eles ficaram surpresos e desejam parabéns. Ainda bem que não recebi eles na casa, ok.

Fui direto no computador para ver o resultado. Eram 11 de manhã. Fiquei esperando o site abrir, por causa de congestionamento do acesso. De repente, a mãe entrou na sala e pegou telefone. E falou para mim que as tias estão olhando o resultado. No momento abriu o resultado, fui ver meu nome na seção de Jornalismo. Achei, não acreditei e gritei feito um louco. Passei! Passei! Passei da federal! E peguei fone e continuei gritando, as tias devem ter assustado pelos meus gritos.
Já que meus pais não desejam parabéns nem deram rosto faceiro. Minutos depois, dei uns argumentos diretos para mãe que não sente preparada em ver seu filho único ir embora para morar sozinho e estudar na outra cidade. Ela falou de outras coisas que não têm nada a ver. Ela é tão teimosa!

Depois de duas semanas aguardando o resultado da UFSM chegar, tive noites mal dormidas, ansiedade, estafa e temor. Mas valeu a pena ter passado.






Regras:
1. Linkar o blog que te indicou e passar os que te fizeram abrir os olhos e avisá-los.
2. Completar a seguinte frase referente a cada um dos blogs indicados: Seu blog me faz abrir porque...


Obrigado Menino_ e menina pelo selinho!

Srtª Vihh, você usa palavras muito bem para desabafar seus sentimentos e suas palavras me refletem cada vez mais.
Love, sua luta contra o t.a. e sua busca da felicidade me deixou inspirado e feliz. Cada teu passo a mais me cativa e me cria uma força para enfrentar t.a que tenho.
Ness, seus sentimentos são muitos parecidos dos meus e tenho admirado bastante que você continua vivendo e enfrentando as barreiras.
Vocês são uma inspiração, garotas!

Enfim... agora vou comemorar com as tias quando chegarei em capital hoje à noite. E ainda mais, vou na formatura do curso na próxima quinta em que fiz durante os seis meses na capital.
Obrigado pela tua torcida. E sejam bem-vindas novas garotas!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Drunkorexia, eu tive

Saí da casa dos pais às 14 horas de tarde, depois de brigar com a mãe sobre a moradia na outra cidade para estudar de universidade federal, fiquei vagando nas ruas da cidade-natal até ser um motivo de risadas dos outros. Fiquei irritado, mas fico quieto. Fui na biblioteca municipal para ler um pouco dos livros, depois fui no shopping, onde eu tinha combinado com a amiga para assistir no cinema.

Depois de filme terminar, fomos na casa do amigo dela, que é gay, fiquei reservado por alguns minutos até comecei a beber e fumar aos poucos. Comecei a dançar, cantei feito um michê safado até deixei o pessoal da casa rindo muito. Assediei o dono da casa, que me ignorou várias vezes.

Exagerei.

Comecei a sentir tontura e náuseas. Vomitei e me deitei na sofá até ser despertado por uma amiga. Saímos de carro, vi o visor de celular mostrou que era uma hora de manhã. Sentia minha cabeça que ia estourar e pensando em outras coisas sem nexo. Cérebro agitado sob efeitos de álcool.

A mãe abriu a porta da casa, notou meu comportamento bêbado e começou a discutir comigo. Falei que eu precisava me divertir um pouco e nada de mais. Eu estava fedido de cheiro de cigarro e álcool. Depois de tomar banho, fui direto para dormir.

Estou com ressaca. E estava em NF. Recomendo que não tomem nenhum porre durante dia sem comer nada. Não é bem legal sentir uma pele da Renata, uma personagem drunkoréxica da novela Viver a Vida.








PS: Postarei selinho no outro dia. Obrigado e tenham paciência!
PS²: Fiz vestibular de UFSM, estou aguardando, com muita ansiedade, o resultado chegar no sábado.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Último post de 2009

A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.
Machado de Assis


O final do ano é um momento que eu não queria imaginar, mas sinto algo estranho, nem sei como descrever essa sensação. Bem, tenho passado nas cenas nada boas e sentido tão indiferente mais do que devia.
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Tive umas noites mal dormidas, pesadelos constantes, sonhos bizarros, discussões, fúria, pensamentos negativos e, enfim, compulsões naquele maldito dezembro.
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Eis os sonhos:
- Eu estava na sala de aula do curso com a turma, esperando a professora chegar. Me surpreendi vendo a professora chegou acompanhado de Jeremy Gillitzer, um homem anoréxico. A professora começou a falar e mostrando as partes do corpo de J. Gillitzer. E os colegas gritaram e gesticularam em coro sem parar: anorexia. E olharam para mim.
Fiquei tão mal vendo essa cena até chorei.
- Estava entrando na cozinha da casa dos pais, vi uma mesa farta de comida ao redor de familiares e amigos. Comecei a comer todo o que sobrou na mesa. Depois fui vomitar na pia de cozinha diante do pessoal até meu pai cutucar meu ombro com muita força.
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Em algum dia, fui na festa da formatura da amiga no interior onde eu nasci. A amiga, que mora em capital estava na festa, falou que amigos da capital ficaram preocupados comigo por causa de magreza extrema e pediu que eu alimente bem e faça exercícios. Só mexi a cabeça positivamente várias vezes e olhei nos vários espelhos que existem naquele salão da festa. Um gordo.
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Meus colegas ficavam comentando que eu tenho andando mal-humorado e triste durante aulas do curso. Eu só respondo que foi apenas uma tristeza e nada de mais.
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Na ocasião de amigo secreto, minha amiga tirou umas fotos sobre mim. Fui ver e fiquei surpreso que estou muito magro demais nas fotos. E a amiga percebeu nessa e olhou-me séria.
Até sinto um gordo nos dias e magro outro dias. Minha cabeça está ficando cada vez mais agitada e confusa. Quando sinto a necessidade de comer algo, como e depois sinto repulsa. Repulsa todo dia! Até causou vários surtos de ansiedade e depressão por isso. E meu peso varia entre 49 e 52 quilos. Certa vez, resultou 50kg há pouco tempo.
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Na casa dos pais, eu estava reclamando de dor de cabeça intensa por causa de calor intenso, a mãe falou que vomitei de desjejum, daí causou a dor de cabeça. Eu fiquei furioso e falei que comi desjejum e nem vomitei nada. Ela não acreditou.
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Antes de natal chegar, ajudei preparar uma ceia com as tias. Quando passou a missa de galo na TV, a mais velha falou que vai matar galo no dia seguinte para mim. Eu falei, com tom de humor negro, que deve matar um humano ao invés de galo. Ela aproximou de mim, apontou ao banheiro e disse que eu vomito por isso. Gritei que não tem nada a ver, mas ela falou que não vale enrolar.
No final, saiu a ceia tensa nada alegre.
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Estive mal depois de ter consumido um picolé magnum depois de ver tabela de calorias, fui deitar na praça, onde passei durante a tarde de natal com as tias e amigas delas, as lágrimas escorreram no meu rosto sem que elas percebam, mas só perceberam meu rosto triste depois e pediram que eu divirta um pouco com amigos no Gasômetro (ponto turístico de Porto Alegre) para ver fogos, então fui lá de cara amarrada e voltei sem ver fogo. Depois veio o jantar de pizza. Então fui obrigado a comer, comi duas fatias de pizza e fui direto para quarto. Deitado de olhos aberto pensando umas cenas de magreza, emagrecer até 45 quilos depois para 40 quilos e, porém, uma morte merecida depois de pular na janela de sétimo andar.
De repente vi uma menina de vestido xadrez e adormeci.
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Na noite, depois de alimentar um lanche, fui no banheiro para escovar e passar o creme no meu corpo. Depois fui direto para quarto, estava bem cansado. Quando ia fechar olhos, a tia ligou a luz de quarto e começou a falar julgando que eu vomitei por causa de demora. Meu coração começou a bater forte e sentindo uma fúria não acreditando em que a tia falou isso. Gritei que não vomito mais faz três meses. Ela fez uma cara de quem sabe tudo feito uma juíza e tocou na cabeça, um sinal de juízo. E saiu do quarto, fiquei arrasado por ser julgado em que não faço mais isso.
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Então, o maldito dezembro está indo embora. O ano novo chegando. Todas sensações, momentos e pensamentos que presenciei estão em rumo à uma lixeira mental. Que venham a força, vontade de viver e a paciência! Muito obrigado visitantes, seguidores e anônimos pelos teus comentários. Se não fossem vocês, o blog estaria abandonado. Desculpem-me por não ter comentado nos teus blog por falta de tempo, me perdoem? Mais uma vez, obrigado! Feliz Natal atrasado e um bom 2010 para vocês!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

No mundo da loucura

A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.
Machado de Assis


Depois de um mês longe de blog. O que tenho ganhado durante a ausência? Belos crises de humor depressivo intensos e várias loucuras filosóficas.

Uma vez a mãe e eu discutimos sobre o meu futuro. A mãe disse que, porém, eu leio e reportagens e livros pessimistas contendo alguma tragédia.
Fiquei chateado. E suspirei dizendo que ela não lê algum livro meu e não deve acusar-me de forma crucial.
A mãe não aceita o curso que optei para prestar de vestibular no próximo mês: jornalismo.

Estava me divertindo no meio da festa, encontrei um guri bonito. Fiquei atraído. Me decidi a dar uma cantada diante de uma multidão me observando. Dei uma cantada. Ele ficou puto e saiu. Mas voltou, minutos depois, e trouxe um pequeno bilhete contendo número de celular dele. A multidão aplaudiu para mim pela coragem. Fiquei meio lisonjeado.
O que mais me surpreendeu é que senti mais magro para ele. Até comparei algumas partes de meu corpo com ele. Senti que não fui ideal para ele.

A tia não aguenta me vendo mal humorado, irritado e triste depois de algumas dias. E me perguntou o que houve comigo. Eu respondi uns palavredos. E saí para quarto, me deitei. Fiquei imaginando o que seria de amanhã. Apareceu na minha cabeça uma ordenação.
Pule na janela de sétimo andar imediatamente!
Levantei e olhei a janela de longe. Senti que minha alma correu, pulou da janela e ganhou um belo voo.
Me despertei e estou vivo ainda.

Meus amigos me disseram que estou muito magro. E sugeriram que devo engordar um pouco. Eu falei uns horrores dizendo que não quero engordar. Eles já souberam que tenho transtorno alimentar.

Agora, estou meio estranho. Discuti com colegas e professora no meio de aula. Até pediram que eu pare de tirar fio a fio de cabelos freneticamente. Só parei trinta minutos depois.

Cada dia tento refletir e só sei uma resposta: vou morrer feito um louco.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Razão perdida

Depois de tudo o que eu disse antes não é nenhuma promessa feita nem cumprida. É que não pensei duas vezes antes de falar.
As noites são tão mal dormidas, sonhos corrompidos e pesadelos diários até ter o ponto de irritação na manhã seguinte.
Desjejum, almoço, jantar e quaisquer refeição me irritam a mais e me deprimem cada vez mais!
Meus esforços físico, mental e psicológicos em vão feito perdidos. Já que meus colegas perceberam meu corpo está se metamorfoseando e me perguntaram, preocupados, se estou realmente bem. Respondi que não necessito de ajuda nenhuma.
Tive uma vontade danada de se suicidar imediatamente, mas fico confuso tempo todo.

Mesmo desabafando com a psicanalista.
Passe na farmácia e peça um xarope de libido.
Libido engorda?

Fiz uma pergunta mero idiota, que deixou a psicanalista suspirar depois de tentar me alegrar.

Certo dia, saí de roupa da verão depois do curso terminar, eu estava caminhando nas ruas. Posso notar os rostos das pessoas ficaram distorcidos quando me viram assim. Até um casal de jovens sentados almoçando no calçadão. Notei os lábios se movimentam.
Olha o guri esquálido, disse um jovem.
Minha nossa! - a garota fez um sinal de cruz.

Suspirei, tentando segurar o choro no meio da multidão.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A verdade doí

Antes de começar o debate sobre a educação surda, um menino surdo me cumprimentou, notou o meu rosto parece que tem algo errado comigo e fez uma careta de rosto magro. Eu dei uma risada nervosa como uma resposta irônica. No meio da festa de dia do surdo, minha melhor amiga começou a medir minha coxa com as mãos dela, fiquei sem jeito quando ela falou que minhas coxas são pequeninas demais e perguntou-me quanto mede a minha cintura. Respondi que é 36. Ela arregalou.
Esses episódios aconteceram no mesmo dia, 26 de setembro. Em minha cidade-natal.

Estava desabafando com a psicanalista que ainda penso em emagrecer. Ela perguntou-me se conheço a concentração nazista. Respondi que sim. Começou a explicar que os vítimas consomem tão pouco e trabalham muito até ficarem doentes e esquálidos.
Ainda mais contou  a metafóra dizendo que um carro partiu durante a viagem, mas não foi abastecido de gasolina completamente, daí parou no meio de percurso.
Isso está querendo dizer dos momentos de NF (embora que não consigo fazer mais NF, só consumindo de porções pequenas), advertiu que posso ter problemas se eu não alimentar bem.
Fiquei sem palavras.
Sugeriu que eu posso consultar com nutricionista para ter consumo balanceado que possa me deixar forte e com peso ideal e estabilizado.

Estou pensando em consultar com nutricionista, enquanto lembro de um adesivo colado na pará-lamas do carro que vi no caminho para casa.

Você tem olho gordo? Coloque colírio diet!


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vida nada fácil

Acordei mal-humorado na manhã gelada do dia vinte e um de setembro, não tinha nenhum interesse em continuar vivendo, ou seja, vegetando. Depois de desjejum, comprei um maço no caminho para parada, acendi um cigarro e sugei partículas de nicotina, dióxido de carbono e mentol. Me senti uma tontura danada, enquanto soltando baforadas de nicotina.
No meio do curso, a professora anunciou:
- Hoje é um dia muito especial para Léo! Vamos parabenizar para ele que hoje é aniversário dele.
Os colegas ficaram em pé, aplaudindo e cantando assim...

Parabéns para você!
Você ganhou mais um ano de vida!
Que seja feliz para sempre...

Eu estava nervoso querendo sair da sala no meio de coro chato, mas fiquei na sala recebendo abraços.
Os vinte e um anos são um chatice da vida, é que penso assim.

Não vai ter bolo? - pergunta uma colega.
Bolo? Não quero saber - respondi mal-humorado.

***

Algum dia chuvosa, vi um papelzinho contendo nome e endereço da psicanalista na escrivaninha. As tias marcaram para mim consultar.
Eu não pedi nenhuma ajuda, mas sei que tenho problemas, enfim...

***

Entrei na sala de espera da psicanalista acompanhado da tia. Vi umas revistas de moda. Fiquei vendo umas imagens das mulheres tão magrinhas até ser chamado da psicanalista para entrar na sala dela.
Notei três quadros mostrando cenas de paraíso, céu e inferno. Abaixo dos quadros, uma divã. Aos lados, várias fotografias de Freud.
A psicanalista mostrou uma poltrona para mim sentar.
Começou com uma pergunta:
- Recebi uma ligação das tuas tias pedindo consulta, então o que você veio para aqui me consultar?
Pois é, respondi, vim por causa de depressão, fobias e... e... e...
E? - perguntou a psicanalista
E transtorno alimentar - finalizei com sorriso amarelo.
Ela ficou surpresa e disse que estou magro demais.

A consulta saiu bem tranquila, não sei se vai me ajudar bastante para sair do transtorno alimentar.

***

Confidenciei com a minha colega do surdo sobre transtorno alimentar. Ela compreendeu agora e contou-me que já ficou uma semana sem comer, apenas tomando apenas café por causa de depressão severa. Agora está em tratamento.
Ela avisou quando saímos de ônibus que eu posso desabafar qualquer coisa com ela. E torce que eu posso sair do inferno.

Devorei dois pratos no restaurante vegetariano, estava nervoso até mãos tremendo. Pensei:
- Ah! Quero estar feliz comendo bem.